segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
UM DIA A TERRA VAI ADOECER.
"Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris."
(Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de Fogo", uma velha índia Cree.)
Extraido do site do Greenpeace
(Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de Fogo", uma velha índia Cree.)
Extraido do site do Greenpeace
Libertação animal.
Libertação Animal
Fabrício Calzavara
5º Semestre de Biologia FESB
Para alguns os animais são mudos, para outros eles estabelecem linguagens ricas em códigos ligados a natureza de uma forma geral, ciclos lunares, solares, temporais, espaciais o clima o vento etc... O homem ganhou inteligência e com ela descobriu como quase tudo se formou. Digamos que a terra é um grande organismo vivo e que precisa de fluídos para viver. Nós homens racionais já perdemos nosso discernimento em controlar nossas intervenções face ao planeta. Interferimos com nossos produtos plásticos e tóxicos toda uma paisagem perfeita. Não bastasse a poluição, as armas químicas etc... O homem também brinca de Deus fundindo coisas que viram coisas. Descobrir a cura de doenças e estudar o comportamento é algo que implica sacrifício, testes cruéis realizados em animais para se chegar a índices de toxidade, esterilização de mamíferos, pesca predatória, aquarismo, trancafiamento de pássaros em gaiolas, tudo isso reflete que o homem perdeu um simples respeito que até uma criança tem com o planeta. Nosso objetivo é enviar um basta de crueldade. Esse é um texto em defesa dos animais que não podem se defender. Muitos questionam o porquê não experimentar argumentando que a cura só vem com o estudo da anatomia, fisiologia e dissecação, pode ser, mas um sábio já dizia que todo organismo difere-se entre si. A cura do câncer pode ser descoberta em um grupo de ratos,
Mas será que se aplicaria aos humanos?
Fabrício Calzavara
5º Semestre de Biologia FESB
Para alguns os animais são mudos, para outros eles estabelecem linguagens ricas em códigos ligados a natureza de uma forma geral, ciclos lunares, solares, temporais, espaciais o clima o vento etc... O homem ganhou inteligência e com ela descobriu como quase tudo se formou. Digamos que a terra é um grande organismo vivo e que precisa de fluídos para viver. Nós homens racionais já perdemos nosso discernimento em controlar nossas intervenções face ao planeta. Interferimos com nossos produtos plásticos e tóxicos toda uma paisagem perfeita. Não bastasse a poluição, as armas químicas etc... O homem também brinca de Deus fundindo coisas que viram coisas. Descobrir a cura de doenças e estudar o comportamento é algo que implica sacrifício, testes cruéis realizados em animais para se chegar a índices de toxidade, esterilização de mamíferos, pesca predatória, aquarismo, trancafiamento de pássaros em gaiolas, tudo isso reflete que o homem perdeu um simples respeito que até uma criança tem com o planeta. Nosso objetivo é enviar um basta de crueldade. Esse é um texto em defesa dos animais que não podem se defender. Muitos questionam o porquê não experimentar argumentando que a cura só vem com o estudo da anatomia, fisiologia e dissecação, pode ser, mas um sábio já dizia que todo organismo difere-se entre si. A cura do câncer pode ser descoberta em um grupo de ratos,
Mas será que se aplicaria aos humanos?
SEM ÁGUA NÃO EXISTE VIDA.
“Apenas quando o homem matar o último peixe, poluir o último rio e derrubar a última árvore irá compreender que não poderá comer o dinheiro que ganhou”. (Autor desconhecido)
Sem água não existe vida.
Apesar desta afirmação obvia, a água de nosso planeta continua sendo ignorada, maltratada, desprezada pela sociedade industrial.
Cabe ao cidadão moderno e globalizado fazer a sua parte para garantir aos seus filhos e netos que sem água não há vida e sem vida não podemos existir.
A maioria dos seres vivos necessita de água doce para sua sobrevivência e esta está ficando cada vez em menor quantidade, sendo assim, se ninguém cuidar, a vida poderá se acabar, ou pelo menos diminuir.
O ciclo da água demonstra que a natureza é sábia e profícua. Não importa onde começamos sempre a água retorna ao local onde vivemos: a mesma água que usamos para cozinhar, para nos lavar, acaba escorrendo até a mais próxima estação de tratamento de efluentes. Uma vez tratada, retorna ao sistema pluvial pela via de riachos, lagoas, rios e cascatas, segue até o mar, onde circula livremente, misturando-se aos sais e às águas que vieram de outros rios. Já no mar, o calor do sol a faz evaporar, formando nuvens para em seguida cair como chuva sobre os continentes, onde á captada pelo solo, escorrendo lentamente como lençol freático até aflorar em minas, bicas, olhos d'água. Dali volta a circular por riachos e rios até a próxima represa de captação de água, de onde segue por um extenso sistema de canos até a nossa casa.
Todo mundo sabe disto, e mesmo assim não dá a menor importância ao assunto, usa-se a água de forma inexplicável, como se nunca ela fosse faltar. Basta você dar uma volta no seu bairro e vai verificar o descaso.
E ninguém faz nada, não existe fiscalização, não existe nenhum trabalho dirigido à preservação e economia de água em nossa cidade.
Pela água estamos unidos a todo planeta. Pela água já éramos globalizados desde o início da pré-história. Devemos fazer a nossa parte, independentemente das ações do poder público. A Água pertence a todos e todos têm a obrigação de usar a água e não poluí-la.
A população deve colaborar, preservar, não contaminar e exigir, o tratamento de esgotos, o fornecimento de água potável. Afinal você votou e paga os salários dos representantes públicos.
IMPORTÂNCIA DA ÁGUA EM NOSSA VIDA:
A Água no Corpo Humano
Cerca de 70 % do corpo humano é formado por água.
Perdemos por dia em condições normais:
Respiração (durante a expiração) - 0,4 litro
Urina - 1,2 litro
Transpiração - 0,6 litro
Evacuação - 0,1 a 0,3 litros
TOTAL (aproximadamente) - 2,5 litros
Precisamos repor a água diariamente:
Bebendo água - 1,5 litros. Ingerindo alimentos - 1,0 litro
A ÁGUA NO BRASIL:
- 30 milhões de brasileiros não recebem água tratada.
- 92 % do esgoto produzido no país são lançados nos rios e no mar sem qualquer tratamento. Bragança Paulista não tem tratamento de esgoto.
- Os rios são responsáveis por 51 % do consumo de água no país.
- No Brasil todos os dias são lançados 10 Bilhões de litros de esgoto nos rios e no mar.
A água é seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.
Mario Enéias Doro
Sem água não existe vida.
Apesar desta afirmação obvia, a água de nosso planeta continua sendo ignorada, maltratada, desprezada pela sociedade industrial.
Cabe ao cidadão moderno e globalizado fazer a sua parte para garantir aos seus filhos e netos que sem água não há vida e sem vida não podemos existir.
A maioria dos seres vivos necessita de água doce para sua sobrevivência e esta está ficando cada vez em menor quantidade, sendo assim, se ninguém cuidar, a vida poderá se acabar, ou pelo menos diminuir.
O ciclo da água demonstra que a natureza é sábia e profícua. Não importa onde começamos sempre a água retorna ao local onde vivemos: a mesma água que usamos para cozinhar, para nos lavar, acaba escorrendo até a mais próxima estação de tratamento de efluentes. Uma vez tratada, retorna ao sistema pluvial pela via de riachos, lagoas, rios e cascatas, segue até o mar, onde circula livremente, misturando-se aos sais e às águas que vieram de outros rios. Já no mar, o calor do sol a faz evaporar, formando nuvens para em seguida cair como chuva sobre os continentes, onde á captada pelo solo, escorrendo lentamente como lençol freático até aflorar em minas, bicas, olhos d'água. Dali volta a circular por riachos e rios até a próxima represa de captação de água, de onde segue por um extenso sistema de canos até a nossa casa.
Todo mundo sabe disto, e mesmo assim não dá a menor importância ao assunto, usa-se a água de forma inexplicável, como se nunca ela fosse faltar. Basta você dar uma volta no seu bairro e vai verificar o descaso.
E ninguém faz nada, não existe fiscalização, não existe nenhum trabalho dirigido à preservação e economia de água em nossa cidade.
Pela água estamos unidos a todo planeta. Pela água já éramos globalizados desde o início da pré-história. Devemos fazer a nossa parte, independentemente das ações do poder público. A Água pertence a todos e todos têm a obrigação de usar a água e não poluí-la.
A população deve colaborar, preservar, não contaminar e exigir, o tratamento de esgotos, o fornecimento de água potável. Afinal você votou e paga os salários dos representantes públicos.
IMPORTÂNCIA DA ÁGUA EM NOSSA VIDA:
A Água no Corpo Humano
Cerca de 70 % do corpo humano é formado por água.
Perdemos por dia em condições normais:
Respiração (durante a expiração) - 0,4 litro
Urina - 1,2 litro
Transpiração - 0,6 litro
Evacuação - 0,1 a 0,3 litros
TOTAL (aproximadamente) - 2,5 litros
Precisamos repor a água diariamente:
Bebendo água - 1,5 litros. Ingerindo alimentos - 1,0 litro
A ÁGUA NO BRASIL:
- 30 milhões de brasileiros não recebem água tratada.
- 92 % do esgoto produzido no país são lançados nos rios e no mar sem qualquer tratamento. Bragança Paulista não tem tratamento de esgoto.
- Os rios são responsáveis por 51 % do consumo de água no país.
- No Brasil todos os dias são lançados 10 Bilhões de litros de esgoto nos rios e no mar.
A água é seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.
Mario Enéias Doro
A Apropriação diferenciada da terra urbana e a reprodução da segregação sócio-espacial
A apropriação diferenciada da terra urbana e a reprodução da segregação sócio-espacial
Carlos da Silva Pateis
Mestrado em Geografia (Organizacao do Espaco).
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.
Graduação em Geografia. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.
Professor no Curso de Geografia da FESB – Bragança Paulista
O título do presente artigo pode parecer um tanto complexo, mas é provável que o leitor identifique facilmente no espaço da sua cidade, a materialização do processo que, nos meios acadêmicos, é reconhecido como “segregação sócio-espacial”. Ao circularmos por várias cidades notamos que, apesar das diferenças marcantes entre uma e outra, persistem grandes semelhanças: afinal, todas são constituídas de ruas, avenidas, praças, estabelecimentos industriais e comerciais, residências, áreas de lazer entre outras. As cidades, portanto, compõem-se de uma variada gama de atividades que se distribuem pelo espaço urbano segundo lógicas próprias e que se repetem em outras cidades. Apenas para exemplificar, a lógica da localização comercial é a acessibilidade – o comércio procura situar nos locais em que o consumidor terá facilidade de acesso e alto índice de freqüentação, como nas áreas centrais das cidades. A indústria, por sua vez, vai preferir localizar-se em áreas onde não sofrerá pressões da expansão urbana e tampouco restrições ambientais que dificulte seu funcionamento. Ademais, tenderá situar próxima de outras fábricas aproveitando a proximidade de fornecedores e prestadores de serviços. A lógica da localização residencial, por sua vez, vai refletir o status sócio-econômico do morador.
Nas pequenas cidades brasileiras, predomina a mistura de usos do solo, ou seja, comércio, pequenas indústrias e residências de diversos padrões distribuem-se de modo relativamente aleatório no espaço urbano, sem áreas especializadas. À medida que a cidade cresce, porém, começam a aparecer áreas especializadas, com a indústria alocando-se em distritos previamente condicionado para a atividade e o comércio se intensificando na área central da cidade e em outros focos de centralidade como avenidas e shopping centers. Nesse processo de contínuas transformações, as áreas residenciais também apresentam mudanças que influenciam diretamente todos os demais elementos da estrutura urbana e a localização dos investimentos públicos. A principal tendência é a setorização ou divisão da cidade segundo o perfil sócio-econômico dos moradores dos diversos bairros que a compõem. Nas cidades brasileiras, o principal fator diferenciador dos espaços residenciais é a renda auferida pela família (ainda que fatores étnicos, culturais, lingüísticos ou religiosos possam ter algum peso).
Diferenças de capacidade econômica, ou seja, de poder de compra, determinam onde o indivíduo pode residir no espaço da cidade. A grande questão é que, via de regra, apenas a elite pode escolher que lugar quer ocupar. Assim, reservarão as áreas geograficamente mais adequadas aos seus interesses: aquelas que dispõem melhores condições topográficas; melhor infra-estrutura viária; maior concentração do comércio e serviços modernos e sofisticados e maior oferta de serviços públicos. Todas essas vantagens custa caro e apenas os mais abastados conseguirão arcar com os altos custos dessa localização privilegiada. O setor melhor situado na cidade tenderá a homogeneizar-se do ponto de vista do conteúdo social e a apresentar significativa disparidade em relação aos setores mais modestos da cidade.
Em termos gerais, os níveis de qualidade de vida auferidos nos bairros privilegiados será substancialmente maior em comparação com outras porções da cidade, o que faz valorizar ainda mais os imóveis nele localizados. A concentração espacial da população de maior status econômico vai significar também a concentração do poder político, uma vez que as classes dirigentes estão atreladas às elites, que controlam o Estado. O resultado é que os investimentos estatais acabam sendo direcionados para atender os interesses da classe dominante. Na prática, isso significa que os olhos dos gestores estarão voltados para a promoção de melhorias nesses bairros, sobretudo no que tange à infra-estruturas como vias de acesso, áreas de lazer, equipamentos educacionais de nível superior, destacamentos policiais, hospitais e demais serviços públicos demandados pelas elites. O Estado acaba favorecendo essas áreas tanto através de investimentos diretos como também criando facilidades à iniciativa privada. Uma prática comum é a manipulação do zoneamento da cidade, com a imposição de requisitos urbanísticos mais restritivas para esses setores, que apenas a população de maior poder econômico pode cumprir. Um exemplo é a especificação do tamanho mínimo do lote e da construção a ser erguida, em dimensões as quais a população de renda baixa não pode adquirir.
Enquanto as elites podem escolher seu local de moradia segundo os critérios que julgar mais conveniente, os pobres da cidade, por sua vez, acabam levados a residir onde sua condição lhes possibilita e que são, em geral, os locais mais afastados em relação ao centro e que oferecem os maiores riscos à habitação como encostas ou várzeas de rios. Contrastando com os bairros nobres, nos setores homogêneos da população de baixa renda os moradores convivem com uma habitual carência de serviços públicos e com a precariedade dos equipamentos existentes. Basta o leitor comparar a qualidade das vias e das praças entre esses setores antagônicos que verificará essa disparidade.
Há, portanto, uma apropriação diferenciada da terra urbana, que reflete os diferenciais de renda da população. Cada grupo social apresenta uma capacidade própria de pagar pelo local de residência e, como resultado, a população de cada grupo acaba sendo alocada em bairros onde todos tem capacidade de pagamento semelhantes. A segregação urbana é exatamente o resultado desse processo que opõe riqueza e pobreza, fartura e escassez, capricho e desprezo, alto status e exclusão na cidade.
Carlos da Silva Pateis
Mestrado em Geografia (Organizacao do Espaco).
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.
Graduação em Geografia. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.
Professor no Curso de Geografia da FESB – Bragança Paulista
O título do presente artigo pode parecer um tanto complexo, mas é provável que o leitor identifique facilmente no espaço da sua cidade, a materialização do processo que, nos meios acadêmicos, é reconhecido como “segregação sócio-espacial”. Ao circularmos por várias cidades notamos que, apesar das diferenças marcantes entre uma e outra, persistem grandes semelhanças: afinal, todas são constituídas de ruas, avenidas, praças, estabelecimentos industriais e comerciais, residências, áreas de lazer entre outras. As cidades, portanto, compõem-se de uma variada gama de atividades que se distribuem pelo espaço urbano segundo lógicas próprias e que se repetem em outras cidades. Apenas para exemplificar, a lógica da localização comercial é a acessibilidade – o comércio procura situar nos locais em que o consumidor terá facilidade de acesso e alto índice de freqüentação, como nas áreas centrais das cidades. A indústria, por sua vez, vai preferir localizar-se em áreas onde não sofrerá pressões da expansão urbana e tampouco restrições ambientais que dificulte seu funcionamento. Ademais, tenderá situar próxima de outras fábricas aproveitando a proximidade de fornecedores e prestadores de serviços. A lógica da localização residencial, por sua vez, vai refletir o status sócio-econômico do morador.
Nas pequenas cidades brasileiras, predomina a mistura de usos do solo, ou seja, comércio, pequenas indústrias e residências de diversos padrões distribuem-se de modo relativamente aleatório no espaço urbano, sem áreas especializadas. À medida que a cidade cresce, porém, começam a aparecer áreas especializadas, com a indústria alocando-se em distritos previamente condicionado para a atividade e o comércio se intensificando na área central da cidade e em outros focos de centralidade como avenidas e shopping centers. Nesse processo de contínuas transformações, as áreas residenciais também apresentam mudanças que influenciam diretamente todos os demais elementos da estrutura urbana e a localização dos investimentos públicos. A principal tendência é a setorização ou divisão da cidade segundo o perfil sócio-econômico dos moradores dos diversos bairros que a compõem. Nas cidades brasileiras, o principal fator diferenciador dos espaços residenciais é a renda auferida pela família (ainda que fatores étnicos, culturais, lingüísticos ou religiosos possam ter algum peso).
Diferenças de capacidade econômica, ou seja, de poder de compra, determinam onde o indivíduo pode residir no espaço da cidade. A grande questão é que, via de regra, apenas a elite pode escolher que lugar quer ocupar. Assim, reservarão as áreas geograficamente mais adequadas aos seus interesses: aquelas que dispõem melhores condições topográficas; melhor infra-estrutura viária; maior concentração do comércio e serviços modernos e sofisticados e maior oferta de serviços públicos. Todas essas vantagens custa caro e apenas os mais abastados conseguirão arcar com os altos custos dessa localização privilegiada. O setor melhor situado na cidade tenderá a homogeneizar-se do ponto de vista do conteúdo social e a apresentar significativa disparidade em relação aos setores mais modestos da cidade.
Em termos gerais, os níveis de qualidade de vida auferidos nos bairros privilegiados será substancialmente maior em comparação com outras porções da cidade, o que faz valorizar ainda mais os imóveis nele localizados. A concentração espacial da população de maior status econômico vai significar também a concentração do poder político, uma vez que as classes dirigentes estão atreladas às elites, que controlam o Estado. O resultado é que os investimentos estatais acabam sendo direcionados para atender os interesses da classe dominante. Na prática, isso significa que os olhos dos gestores estarão voltados para a promoção de melhorias nesses bairros, sobretudo no que tange à infra-estruturas como vias de acesso, áreas de lazer, equipamentos educacionais de nível superior, destacamentos policiais, hospitais e demais serviços públicos demandados pelas elites. O Estado acaba favorecendo essas áreas tanto através de investimentos diretos como também criando facilidades à iniciativa privada. Uma prática comum é a manipulação do zoneamento da cidade, com a imposição de requisitos urbanísticos mais restritivas para esses setores, que apenas a população de maior poder econômico pode cumprir. Um exemplo é a especificação do tamanho mínimo do lote e da construção a ser erguida, em dimensões as quais a população de renda baixa não pode adquirir.
Enquanto as elites podem escolher seu local de moradia segundo os critérios que julgar mais conveniente, os pobres da cidade, por sua vez, acabam levados a residir onde sua condição lhes possibilita e que são, em geral, os locais mais afastados em relação ao centro e que oferecem os maiores riscos à habitação como encostas ou várzeas de rios. Contrastando com os bairros nobres, nos setores homogêneos da população de baixa renda os moradores convivem com uma habitual carência de serviços públicos e com a precariedade dos equipamentos existentes. Basta o leitor comparar a qualidade das vias e das praças entre esses setores antagônicos que verificará essa disparidade.
Há, portanto, uma apropriação diferenciada da terra urbana, que reflete os diferenciais de renda da população. Cada grupo social apresenta uma capacidade própria de pagar pelo local de residência e, como resultado, a população de cada grupo acaba sendo alocada em bairros onde todos tem capacidade de pagamento semelhantes. A segregação urbana é exatamente o resultado desse processo que opõe riqueza e pobreza, fartura e escassez, capricho e desprezo, alto status e exclusão na cidade.
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